Chacina no Ramal Água Branca: PMs acusados retornam à corporação no Amazonas proibidos de portar armas
16/01/2026
(Foto: Reprodução) Quatro corpos são encontrados em carro na AM-010, em Manaus
Dez policiais militares da Rocam (Ronda Ostensiva Cândido Mariano), acusados pela chacina do Ramal Água Branca em dezembro de 2022, foram reintegrados à Polícia Militar do Amazonas. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 8 de janeiro. Eles voltam sem poder atuar em funções operacionais ou portar armas de fogo durante o serviço.
Eles são acusados pelas mortes de Diego Máximo Gemaque, 33 anos; Lilian Daiane Máximo Gemaque, 31 anos; Alexandre do Nascimento Melo, 29 anos; e Valéria Pacheco da Silva, 22 anos. Os quatro foram encontrados mortos dentro de um carro no Ramal Água Branca, na zona norte de Manaus.
O g1 questionou a Polícia Militar do Amazonas sobre a reintegração, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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Os dez policiais haviam sido afastados em novembro de 2023. Na época, perderam a função pública e os salários, que variavam entre R$ 5,6 mil e R$ 19 mil. Agora, foram reclassificados para a Diretoria de Ensino da PM-AM, setor responsável pela gestão educacional da corporação.
Na publicação, os policias que voltaram ao serviço são:
Segundos-sargentos:
Charly Mota Fernandes
Jonan Costa de Sena
Terceiro-sargento:
Raimundo Nonato do Nascimento Torquato
Cabos:
Diego Bentes Bruce
Stanrley Ferreira Cavalcante
Anderson Pereira de Souza
Maykon Horara Feitoza Monteiro
Soldados:
Dionathan Sarailton de Oliveira Costa
Weverton Lucas Souza de Oliveira
Marcos Miller Jordão dos Santos
🔎 Em 2023, a Justiça do Amazonas determinou a suspensão dos policiais militares, com a sentença, os PMs também deixaram de receber os salários. O magistrado também decidiu que outras medidas cautelares seriam aplicadas aos policiais militares.
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Josney Benevenuto/Rede Amazônica
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O caso
Vídeos feitos por moradores mostram o momento em que os agentes abordaram o veículo das vítimas horas antes dos assassinatos. Câmeras da Secretaria de Segurança Pública também registraram viaturas da Rocam escoltando o carro em direção à Zona Norte.
Segundo o Ministério Público, as vítimas foram submetidas a um “tribunal” formado por 16 policiais militares antes de serem mortos. Após a divulgação das imagens, a Polícia Militar afastou os agentes e determinou a instauração de um procedimento investigatório para apurar o caso.
Com base nas provas, a Justiça do Amazonas aceitou a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e tornou os policiais réus. Em outra decisão, a justiça estadual decidiu que 16 policiais militares seriam levados a júri popular.
Câmera de monitoramento registra passagem de veículo de chacina e viaturas, em Manaus.
Reprodução